Estou abrindo mão, desistindo. Vou sair fora, me mudar por um tempo, engolir o orgulho, pegar as malas mal feitas, esquecer roupas, sapatos, pertences por aí, por todos os cantos, por todas as casas, por todas as vidas. Vou me deixando, assim, de migalha em migalha, de grão em grão, em cada bico, em cada boca, em cada perna, em cada mão, em cada abraço, em cada visão.
Aos que não me conheceram, prometo voltar. Aos que me tiveram, adeus. Aos que me amam, que deixem de amar. Aos que odeiam, continuem o veneno.
E você, menina, que me olhou nos olhos todas as vezes que olhou no espelho. Que me abraçou, sozinha, todas as vezes que a solidão foi nosso único companheiro. Que enxugou nossas lagrimas, que esperou uma palavra minha, que quis se matar de desgosto por tantos pensamentos loucos que te fiz ter. Você, eu quero que saiba, não estou te deixando.. estou te dando um tempo.
Mas não pense que é por você, a bondade ainda não chegou em nossos corações.
Só estou abrindo mão...
terça-feira, 23 de novembro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
...
Difícil mesmo é aguentar quando o choro não quer fluir.
Ela se afoga em lágrimas escuras.
Tudo borbulha, mas sem espacinho para sair.
Panela de pressão sendo aberta sem ter passado pela água fria.
Conte até dez,
ela vai explodir.
Ela se afoga em lágrimas escuras.
Tudo borbulha, mas sem espacinho para sair.
Panela de pressão sendo aberta sem ter passado pela água fria.
Conte até dez,
ela vai explodir.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Bilhete perdido.
"Meu querido,
A noite foi larga, e em toda a eternidade dessa noite desejei que você fosse embora. Não aguentava mais o seu cheiro, o seu peso, o seu barulho atormentando a minha cabeça.
Pensei que fosse enloquecer.
Tenho a mente feita um desastre, é pura confusão. Confusão causada por você e essa mania de gostar de me ver sofrer, chorar, gritar, me machucar, sufocar ! Você e esse seu humor sádico e doentiu, que aperta dificultando a minha respiração, fazendo com que o meu corpo se encha de desespero. Sussurrando em minha cabeça, embaralhando pensamentos, fazendo vozes, doendo.
Me cansando a cada segundo no qual vivo e convivo com você, sem que ninguém perceba.
Ver você aqui, ao meu lado, faz com que a noite fosse infernal como todas as noites que passamos juntos. Sempre tento ignorar, pensar em outras coisas, em que vai passar, em que logo você se vai, mas sempre falho e me rendo as tuas ameaças, e choro.
Porém, eu, só, essa noite não chorei, não falei, não gritei com você. E por um minuto pensei encontrar a solução para nossos problemas, mas nem provei. Desisti ao pensar no outro, no que move meus sentimentos puros. Ele que diz que tenho que ser forte, e que você me quer fraca.
Acho que tem razão, ainda que não exista razão em nada que se refere a nenhum de nós, afinal, nem sei muito bem como se brinca de razão.
Queria te abandonar.
Então, porque não o faço ? Ora, vamos, como se você não soubesse ! Não consigo. É meu maior desejo, mas meu maior fracasso. Você sabe como já tentei te ignorar, já tentei não pensar, já tentei me afastar de tudo e de todos, de você e até de mim. Mas, como castigo, você sempre esteve alí, aqui, em todos os lados ! Encosto ruim, maldito, pega seu rumo e desaparece !
Nem que seja para eu me perder mais ainda e nunca mais me achar."
A noite foi larga, e em toda a eternidade dessa noite desejei que você fosse embora. Não aguentava mais o seu cheiro, o seu peso, o seu barulho atormentando a minha cabeça.
Pensei que fosse enloquecer.
Tenho a mente feita um desastre, é pura confusão. Confusão causada por você e essa mania de gostar de me ver sofrer, chorar, gritar, me machucar, sufocar ! Você e esse seu humor sádico e doentiu, que aperta dificultando a minha respiração, fazendo com que o meu corpo se encha de desespero. Sussurrando em minha cabeça, embaralhando pensamentos, fazendo vozes, doendo.
Me cansando a cada segundo no qual vivo e convivo com você, sem que ninguém perceba.
Ver você aqui, ao meu lado, faz com que a noite fosse infernal como todas as noites que passamos juntos. Sempre tento ignorar, pensar em outras coisas, em que vai passar, em que logo você se vai, mas sempre falho e me rendo as tuas ameaças, e choro.
Porém, eu, só, essa noite não chorei, não falei, não gritei com você. E por um minuto pensei encontrar a solução para nossos problemas, mas nem provei. Desisti ao pensar no outro, no que move meus sentimentos puros. Ele que diz que tenho que ser forte, e que você me quer fraca.
Acho que tem razão, ainda que não exista razão em nada que se refere a nenhum de nós, afinal, nem sei muito bem como se brinca de razão.
Queria te abandonar.
Então, porque não o faço ? Ora, vamos, como se você não soubesse ! Não consigo. É meu maior desejo, mas meu maior fracasso. Você sabe como já tentei te ignorar, já tentei não pensar, já tentei me afastar de tudo e de todos, de você e até de mim. Mas, como castigo, você sempre esteve alí, aqui, em todos os lados ! Encosto ruim, maldito, pega seu rumo e desaparece !
Nem que seja para eu me perder mais ainda e nunca mais me achar."
domingo, 29 de agosto de 2010
Ser o que são.
Sou choro. Sou surto. Sou tristeza. Sou solidão. Sou fracasso. Sou vazio, escasso.
Sou opaco. Sou sal. Sou amargo. Sou infelicidade. Sou atrocidade, embriaguez.
Sou loucura. Sou ansiedade. Sou estupidez. Sou grosseria. Sou desagradecimento, esquecimento.
Sou peso. Sou confusão. Sou indecisão. Sou grito. Sou solidão, escuridão.
Sou desgraça. Sou de graça. Sou o que não presta. Sou nada, ninguém.
Sou o que todos são, sou só na multidão.
E só.
Sou opaco. Sou sal. Sou amargo. Sou infelicidade. Sou atrocidade, embriaguez.
Sou loucura. Sou ansiedade. Sou estupidez. Sou grosseria. Sou desagradecimento, esquecimento.
Sou peso. Sou confusão. Sou indecisão. Sou grito. Sou solidão, escuridão.
Sou desgraça. Sou de graça. Sou o que não presta. Sou nada, ninguém.
Sou o que todos são, sou só na multidão.
E só.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
PS:
Acho que nos mesclamos demasiado, já quase não conseguimos nos separar em nossos textos. Somos como siamesas, mas como todo ser humano temos diferenças, basta você percebê-las.
Porém, há certos sentimentos que não conseguimos controlar, afinal não sou nenhum poeta português, não sei me dividir em mil.
Sou mil, mas sou uma.
Perdoe-me a confusão.
Porém, há certos sentimentos que não conseguimos controlar, afinal não sou nenhum poeta português, não sei me dividir em mil.
Sou mil, mas sou uma.
Perdoe-me a confusão.
Busquei, busquei e sigo.
Aqui, sigo aqui, buscando.
O que ? Me perguntou o espelho. O que você tanto busca ? Algo que nem ao menos acredita mais ? Algo que pensa que vai te cansar, te frustrar, te entristecer, enfurecer, derrubar ? Procura algo que sabe que um dia vai acabar ?
Eu procuro alguém. Respondi, com todos os dois olhos cheios de água salgada, dessas que derramo ás vezes por culpa da outra que não se controla.
Ora ! Exclamou o espelho. Ora essa ! Procura alguém quando nem a você mesma conseguiu encontrar ? Que tolice !
Mas já sei o que procuro !
Sabe ?
Sei, procuro a ele, ao tampão do meu vazio.
Ah sim ? E porque você, tola assim, acredita que outro vai tampar esse vazio que você insiste em ter ? Esse vazio que não deveria existir, menina. Não deveria existir !
O apunhalei, não deveria mesmo e eu sei, mas não sei de onde veio e não sei porque não quer parar. Sou eu, eu sou esse vazio, espelho idiota. Eu sou todo esse vazio que ninguém vê ! Eu sou todo esse vazio que negam, que escondem, que fingem, que finjo não ser. Finjo ser cheia e viva, mas estou vazia e morta. E, por favor, eu sei que procurar alguém não é a solução, porque já não acredito. Ainda que ela, a outra, acredite que sim, mesmo que não queira admitir para não parecer tão patética. A outra acredita sim, que um dia o vazio vai acabar. Mas eu, Magdalena, sei que não e lhe digo que não. Mas é tola, acredita em qualquer coisa.
Os caquinhos me olharam, desafiadores e fortes. Se não parar com isso, nunca vai encontrar e para sempre vai ser vazia assim, Lena.
Me olhei em cada pedaço, a vi. É, ela não é tão vazia como eu pensava.
O que ? Me perguntou o espelho. O que você tanto busca ? Algo que nem ao menos acredita mais ? Algo que pensa que vai te cansar, te frustrar, te entristecer, enfurecer, derrubar ? Procura algo que sabe que um dia vai acabar ?
Eu procuro alguém. Respondi, com todos os dois olhos cheios de água salgada, dessas que derramo ás vezes por culpa da outra que não se controla.
Ora ! Exclamou o espelho. Ora essa ! Procura alguém quando nem a você mesma conseguiu encontrar ? Que tolice !
Mas já sei o que procuro !
Sabe ?
Sei, procuro a ele, ao tampão do meu vazio.
Ah sim ? E porque você, tola assim, acredita que outro vai tampar esse vazio que você insiste em ter ? Esse vazio que não deveria existir, menina. Não deveria existir !
O apunhalei, não deveria mesmo e eu sei, mas não sei de onde veio e não sei porque não quer parar. Sou eu, eu sou esse vazio, espelho idiota. Eu sou todo esse vazio que ninguém vê ! Eu sou todo esse vazio que negam, que escondem, que fingem, que finjo não ser. Finjo ser cheia e viva, mas estou vazia e morta. E, por favor, eu sei que procurar alguém não é a solução, porque já não acredito. Ainda que ela, a outra, acredite que sim, mesmo que não queira admitir para não parecer tão patética. A outra acredita sim, que um dia o vazio vai acabar. Mas eu, Magdalena, sei que não e lhe digo que não. Mas é tola, acredita em qualquer coisa.
Os caquinhos me olharam, desafiadores e fortes. Se não parar com isso, nunca vai encontrar e para sempre vai ser vazia assim, Lena.
Me olhei em cada pedaço, a vi. É, ela não é tão vazia como eu pensava.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Se importe.
Sou uma pessoa disposta, sempre fui disposta a ajudar e isso não é querer me gabar.
Sou assim, sempre fui assim e acho que é uma das poucas qualidades que posso apontar em mim mesma, já que a complexidade de meu ser não me permite ver qualquer outra qualidade que possa existir em mim.
Posso ser preguiçosa ás vezes, posso esquecer de alguma coisa, posso fazer um pouco tarde mas não tardar.
Essas podem não ser qualidades, mas no final a primeira aqui citada ainda existe.
Mas, acho que o mais importante no meio de tantas palavras e tanta gabação, é que o faço com boa vontade.
Se não posso, se não quero, não faço e peço desculpas.
Por mais difícil que seja para mim, e meu eu verdadeiro, dizer não, nos desdobramos e tentamos, ás vezes, fazê-lo.
Mas sabe o que me machuca ?
O que nos machuca ?
Quando pedimos ajuda e o outro, simplismente, nem tenta em ajudar.
São coisas pequenas, porque o meu orgulho me impede de pedir ajuda por qualquer coisa. O meu orgulho, por que o do meu outro ser não a impede disso, ela é fraca.
Mas quando eu esqueço esse orgulho e o que recebo é má vontade, a minha vontade passa a ser de mandar tudo ao bom inferno e dizer a pessoa, olhar no fundo de seus olhos e dizer:
- Não quer ajudar ? Não ajude. Não se importe. Mas não o faça com má vontade.
Logo depois atirar-lhe na cara e fazê-la pagar pela dor que me fez sentir.
Sou assim, sempre fui assim e acho que é uma das poucas qualidades que posso apontar em mim mesma, já que a complexidade de meu ser não me permite ver qualquer outra qualidade que possa existir em mim.
Posso ser preguiçosa ás vezes, posso esquecer de alguma coisa, posso fazer um pouco tarde mas não tardar.
Essas podem não ser qualidades, mas no final a primeira aqui citada ainda existe.
Mas, acho que o mais importante no meio de tantas palavras e tanta gabação, é que o faço com boa vontade.
Se não posso, se não quero, não faço e peço desculpas.
Por mais difícil que seja para mim, e meu eu verdadeiro, dizer não, nos desdobramos e tentamos, ás vezes, fazê-lo.
Mas sabe o que me machuca ?
O que nos machuca ?
Quando pedimos ajuda e o outro, simplismente, nem tenta em ajudar.
São coisas pequenas, porque o meu orgulho me impede de pedir ajuda por qualquer coisa. O meu orgulho, por que o do meu outro ser não a impede disso, ela é fraca.
Mas quando eu esqueço esse orgulho e o que recebo é má vontade, a minha vontade passa a ser de mandar tudo ao bom inferno e dizer a pessoa, olhar no fundo de seus olhos e dizer:
- Não quer ajudar ? Não ajude. Não se importe. Mas não o faça com má vontade.
Logo depois atirar-lhe na cara e fazê-la pagar pela dor que me fez sentir.
Sensação escura.
Percebo cores em pessoas, em palavras, em sensações.
Percebo cores em tudo que olho, experimento e vivo.
Houve uma noite, por exemplo, foi carmim, provocadora, inconsciente, fugaz.
Foi quando o conheci, verde bandeira, calado mas chamativo.
Contrastando com suas palavras rosas claras, pudorosas e repressoras.
Contrastando com seu corpo, com suas ações antes tão mais avermelhadas.
Porém, a sensação que passei a ter era escura, mas não escura como a noite, que seduz e cativa ainda que seja fria. Escura como uma caverna, onde não se pode enxergar nada, onde me perdi sem saber muito bem para onde olhar ou como olhar.
Não via, era como se tudo estivesse tão escuro que me sufoquei.
O contraste de cores me endoidou, não podia mais estar perto dele, de você, pois as suas cores me enganam e não brilham na escuridão de minha sensação.
Parei, o olhei firme e azul, calma e decidida.
Não sorri, nem aquele famoso sorriso amarelo. Pude ver a confusão colorida entre tanta escuridão.
Não disse, mas um adeus branco buscador de paz foi dado sem pensar duas vezes.
Percebo cores em tudo que olho, experimento e vivo.
Houve uma noite, por exemplo, foi carmim, provocadora, inconsciente, fugaz.
Foi quando o conheci, verde bandeira, calado mas chamativo.
Contrastando com suas palavras rosas claras, pudorosas e repressoras.
Contrastando com seu corpo, com suas ações antes tão mais avermelhadas.
Porém, a sensação que passei a ter era escura, mas não escura como a noite, que seduz e cativa ainda que seja fria. Escura como uma caverna, onde não se pode enxergar nada, onde me perdi sem saber muito bem para onde olhar ou como olhar.
Não via, era como se tudo estivesse tão escuro que me sufoquei.
O contraste de cores me endoidou, não podia mais estar perto dele, de você, pois as suas cores me enganam e não brilham na escuridão de minha sensação.
Parei, o olhei firme e azul, calma e decidida.
Não sorri, nem aquele famoso sorriso amarelo. Pude ver a confusão colorida entre tanta escuridão.
Não disse, mas um adeus branco buscador de paz foi dado sem pensar duas vezes.
domingo, 20 de junho de 2010
Me ajude.
Não entendo o porque de ser tão difícil para mim encontrar alguém com quem sentir.
Me faça sentir, eu preciso sentir !
Eu vou explodir, meu peito vai se abrir e todas as minhas entranhas vermelhas sairão voando pelo espaço, pelo universo estrelado, gritando o meu mal:
Não sentir.
Mas eu sou a culpada, eu acho.. eu sou a culpada de não ir atrás, de não me permitir, de "não querer". Ou será que simplesmente é tão difícil de encontrar alguém que te faça isso que você, simplesmente, desiste ?
Não sinto facilmente essa coisa que muitos sentem e já sentiram, e não sei se é defeito ou qualidade.
"Quando gostas, gostas, né ?"
É. Quando eu sinto, eu sinto.
Me ensina a sentir ?
Me faz sentir ?
Deixa eu gostar de você ?
Gosta de mim ?
Me faça sentir, eu preciso sentir !
Eu vou explodir, meu peito vai se abrir e todas as minhas entranhas vermelhas sairão voando pelo espaço, pelo universo estrelado, gritando o meu mal:
Não sentir.
Mas eu sou a culpada, eu acho.. eu sou a culpada de não ir atrás, de não me permitir, de "não querer". Ou será que simplesmente é tão difícil de encontrar alguém que te faça isso que você, simplesmente, desiste ?
Não sinto facilmente essa coisa que muitos sentem e já sentiram, e não sei se é defeito ou qualidade.
"Quando gostas, gostas, né ?"
É. Quando eu sinto, eu sinto.
Me ensina a sentir ?
Me faz sentir ?
Deixa eu gostar de você ?
Gosta de mim ?
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Incomodada.
Sonhei com palavras, incomodei-me com elas.
Onde começo ? Onde termino ? Me dizia meu sonho.
Onde começa meu corpo ? Onde termina minha alma ?
Você que está, sereno, lendo essas letras combinadas, sem rima nem sentido, incomode-se comigo.
Tema comigo.
Como morrerei ? Quando morrerei ?
Onde meu corpo acabará ?
Onde ele começará ?
Qual é o fim ?
Me responda, por favor, me responda !!
Onde morrerei, onde começo, onde termino, onde onde onde ?
Sonho, maldito seja você que me incomodou o sono.
Onde começo ? Onde termino ? Me dizia meu sonho.
Onde começa meu corpo ? Onde termina minha alma ?
Você que está, sereno, lendo essas letras combinadas, sem rima nem sentido, incomode-se comigo.
Tema comigo.
Como morrerei ? Quando morrerei ?
Onde meu corpo acabará ?
Onde ele começará ?
Qual é o fim ?
Me responda, por favor, me responda !!
Onde morrerei, onde começo, onde termino, onde onde onde ?
Sonho, maldito seja você que me incomodou o sono.
domingo, 6 de junho de 2010
Um último adeus.
As pessoas te querem perto, protegida, te querem poupar das coisas da vida.
É amor ou egoísmo ?
Eu quero ir embora, quero sofrer, quero viver, quero sentir o sangue que corre pelas minhas veias !!
Mas as pessoas planejam a sua vida, dizem 'estuda' 'volta' 'fica' 'não vai' 'por que' 'pra que' 'você é louca'.
Dificultam.
'Você é louca'
Goram.
'Você é louca'
Criticam.
'Você é louca'
Eu sou louca, eu sou louca, eu sou louca e eu sei que eu sou louca. Mas e você ? E você que é louco e se faz de normal ? E você que é louco e nega, finge que não, só pra não ouvir ninguém dizer ?
Quem é mais louco ?
Eu, ou você, que me prende e não me entende ??
Melhor, não me entenda. Mas me deixe ser louca, me deixe viver, e cale a porra da boca.
É amor ou egoísmo ?
Eu quero ir embora, quero sofrer, quero viver, quero sentir o sangue que corre pelas minhas veias !!
Mas as pessoas planejam a sua vida, dizem 'estuda' 'volta' 'fica' 'não vai' 'por que' 'pra que' 'você é louca'.
Dificultam.
'Você é louca'
Goram.
'Você é louca'
Criticam.
'Você é louca'
Eu sou louca, eu sou louca, eu sou louca e eu sei que eu sou louca. Mas e você ? E você que é louco e se faz de normal ? E você que é louco e nega, finge que não, só pra não ouvir ninguém dizer ?
Quem é mais louco ?
Eu, ou você, que me prende e não me entende ??
Melhor, não me entenda. Mas me deixe ser louca, me deixe viver, e cale a porra da boca.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Decepção.
Decepção dói mais que mordida de cão raivoso, dói mais porque é algo que te faz sentir dentro dos pulmões, do estomago, do coração.
Decepeção dói muito mais que topar com o dedinho no cantinho da parede.
Decepção dói.
Decepção, decepcionada, é.. eu estou decepcionada.
Comigo, com você, com eles, com o mundo !
Eu estou decepcionada e sinto essa dor, e sofro.. porque decepcionar-se com alguém é ruim, decepcionar-se com você mesmo é ruim, decepcionar-se com o mundo é ruim.
E ninguém liga pela sua decepção, só você mesma.
'O que é decepção ?'
- É isso que sinto e não sei definir.
Decepeção dói muito mais que topar com o dedinho no cantinho da parede.
Decepção dói.
Decepção, decepcionada, é.. eu estou decepcionada.
Comigo, com você, com eles, com o mundo !
Eu estou decepcionada e sinto essa dor, e sofro.. porque decepcionar-se com alguém é ruim, decepcionar-se com você mesmo é ruim, decepcionar-se com o mundo é ruim.
E ninguém liga pela sua decepção, só você mesma.
'O que é decepção ?'
- É isso que sinto e não sei definir.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Direito de corpo.
Pensei, como sempre pensei, e conversei comigo comentando e questionando minhas ações. Não faço coisas erradas, não mato, não bato, não roubo e não dano a ninguém.
Meu corpo, meu direito.
O entrego a quem quero na hora que quero.
Beijo a quem quero na hora que quero.
O jogo aonde quero na hora que quero.
Não faço nada errado, quem me pune é o maldito moralismo no qual fomos criados.
Essa merda que nos faz acreditar em falsas coisas, em falsos pudores, em coisas que não existem.
Por que ninguém se interessa em melhorar mas quando o assunto é corpo e sexo todos se viram para ouvir, julgar, apontar e reprimir ?
Por que ninguém se importa quando tentamos invadir as ruas porém, quando aquela menina faz o que quer todos param e atacam suas pedras, esperando ver-la sangrar ?
O moralismo faz isso, seguirá fazendo isso.
A gravidez, as doenças, as mortes... tudo seguirá com ele, até quando todos quiserem.
Meu corpo, meu direito.
O entrego a quem quero na hora que quero.
Beijo a quem quero na hora que quero.
O jogo aonde quero na hora que quero.
Não faço nada errado, quem me pune é o maldito moralismo no qual fomos criados.
Essa merda que nos faz acreditar em falsas coisas, em falsos pudores, em coisas que não existem.
Por que ninguém se interessa em melhorar mas quando o assunto é corpo e sexo todos se viram para ouvir, julgar, apontar e reprimir ?
Por que ninguém se importa quando tentamos invadir as ruas porém, quando aquela menina faz o que quer todos param e atacam suas pedras, esperando ver-la sangrar ?
O moralismo faz isso, seguirá fazendo isso.
A gravidez, as doenças, as mortes... tudo seguirá com ele, até quando todos quiserem.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Insonia.
Não consigo mais dormir sem ouvir sua respiração em meu ouvido, sem senti-la em meu pescoço, sem o calor do seu corpo roçando o meu.
Insonia, isso é o que sua ausência me causa.
Insonia, isso é o que sua ausência me causa.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
O gato curioso.
Aquele pequeno gato preto, de olhos castanhos e rabo longo.
Aquele pequeno gato gordo, curioso e preguiçoso.
Aquele gato me perguntou o que e pensava em um dia de chuva.
Eu lhe disse: em tudo e em nada.
Ele me olhou, analizou: isso se diz quando se pensa demais.
Eu o olhei e concordei: é, eu penso demais.
O sorriu, manhoso, e deitou ao meu lado pedindo afago.
O afaguei, como se afaga qualquer gatinho gordo, então, somente então, ele olhou em meus olhos, de ponta cabeça, e falou: Não pense, menina. Aja.
Aquele pequeno gato gordo, curioso e preguiçoso.
Aquele gato me perguntou o que e pensava em um dia de chuva.
Eu lhe disse: em tudo e em nada.
Ele me olhou, analizou: isso se diz quando se pensa demais.
Eu o olhei e concordei: é, eu penso demais.
O sorriu, manhoso, e deitou ao meu lado pedindo afago.
O afaguei, como se afaga qualquer gatinho gordo, então, somente então, ele olhou em meus olhos, de ponta cabeça, e falou: Não pense, menina. Aja.
Promessa de sorrisos.
Eu prometo sorrir quando ver te chegar.
Eu prometo sorrir quando sentir te abraçar.
Eu prometo sorrir ao amanhecer do seu lado.
Eu prometo sorrir antes de dormir em seus braços.
Eu prometo sorrir quando dizer adeus.
Eu prometo sorrir.
Eu prometo sorrir quando sentir te abraçar.
Eu prometo sorrir ao amanhecer do seu lado.
Eu prometo sorrir antes de dormir em seus braços.
Eu prometo sorrir quando dizer adeus.
Eu prometo sorrir.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Perguntas.
Me perguntam se eu quero estar em outro lugar.. eu digo, sim.
Quero estar em outro lugar, em outro planeta, em outro corpo, em outro lar.
Me pergunto, quando vou me mudar ?
Acendo o que tenho em mãos, perfuro a veia, me entupo e bebo até tudo o que tenho na frente acabar.
Em segundos a resposta chega...
Pronto, Lena, a viagem vai começar.
Quero estar em outro lugar, em outro planeta, em outro corpo, em outro lar.
Me pergunto, quando vou me mudar ?
Acendo o que tenho em mãos, perfuro a veia, me entupo e bebo até tudo o que tenho na frente acabar.
Em segundos a resposta chega...
Pronto, Lena, a viagem vai começar.
Quererteter.
Eu queria te ter aqui, agora, a meu lado.
Eu queria te ter aqui, embaixo, em cima, do lado.
Eu queria te querer, te lamber, te comer.
Eu queria te ter aqui, embaixo, em cima, do lado.
Eu queria te querer, te lamber, te comer.
Rir e chorar, logo depois de matar.
Queria te beijar, queria te matar.
Matar como você me matou, como você me obrigou a me matar.
Queria te amar, queria te abraçar, queria te matar outra vez.
Outra vez, como você me matou, como você me obrigou a te matar.
Se você me tivesse dito, se não tivesse me enganado, se a tivesse trazido, eu não me importaria.
Eu não me mataria.
Eu não te mataria.
Eu não a mataria.
Matar como você me matou, como você me obrigou a me matar.
Queria te amar, queria te abraçar, queria te matar outra vez.
Outra vez, como você me matou, como você me obrigou a te matar.
Se você me tivesse dito, se não tivesse me enganado, se a tivesse trazido, eu não me importaria.
Eu não me mataria.
Eu não te mataria.
Eu não a mataria.
Sentir, verbo não existente.
Eu não sinto, eu penso.
Outro dia pensei sentir, mas quando me toquei não sentia.
Quando pedem meu sentimento o dou, sem sentir, sem saber, entrego e o deixo, mas sem sentir, sem entender. Só pensando.
Quando sentem por mim não sei o que sinto, não sei se sinto.
Não sinto, só penso.
Você precisa sentir, me disseram outro dia.
Você precisa sentir, sofrer, sentir, amar, sentir, voar, sentir, deixar de pensar.
Não sei sentir, não sei.
Me ensina ?
Outro dia pensei sentir, mas quando me toquei não sentia.
Quando pedem meu sentimento o dou, sem sentir, sem saber, entrego e o deixo, mas sem sentir, sem entender. Só pensando.
Quando sentem por mim não sei o que sinto, não sei se sinto.
Não sinto, só penso.
Você precisa sentir, me disseram outro dia.
Você precisa sentir, sofrer, sentir, amar, sentir, voar, sentir, deixar de pensar.
Não sei sentir, não sei.
Me ensina ?
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