Percebo cores em pessoas, em palavras, em sensações.
Percebo cores em tudo que olho, experimento e vivo.
Houve uma noite, por exemplo, foi carmim, provocadora, inconsciente, fugaz.
Foi quando o conheci, verde bandeira, calado mas chamativo.
Contrastando com suas palavras rosas claras, pudorosas e repressoras.
Contrastando com seu corpo, com suas ações antes tão mais avermelhadas.
Porém, a sensação que passei a ter era escura, mas não escura como a noite, que seduz e cativa ainda que seja fria. Escura como uma caverna, onde não se pode enxergar nada, onde me perdi sem saber muito bem para onde olhar ou como olhar.
Não via, era como se tudo estivesse tão escuro que me sufoquei.
O contraste de cores me endoidou, não podia mais estar perto dele, de você, pois as suas cores me enganam e não brilham na escuridão de minha sensação.
Parei, o olhei firme e azul, calma e decidida.
Não sorri, nem aquele famoso sorriso amarelo. Pude ver a confusão colorida entre tanta escuridão.
Não disse, mas um adeus branco buscador de paz foi dado sem pensar duas vezes.
Tive quase que uma viagem psicodélica ao ler o texto,rs. Muito bom!
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