Sou uma pessoa disposta, sempre fui disposta a ajudar e isso não é querer me gabar.
Sou assim, sempre fui assim e acho que é uma das poucas qualidades que posso apontar em mim mesma, já que a complexidade de meu ser não me permite ver qualquer outra qualidade que possa existir em mim.
Posso ser preguiçosa ás vezes, posso esquecer de alguma coisa, posso fazer um pouco tarde mas não tardar.
Essas podem não ser qualidades, mas no final a primeira aqui citada ainda existe.
Mas, acho que o mais importante no meio de tantas palavras e tanta gabação, é que o faço com boa vontade.
Se não posso, se não quero, não faço e peço desculpas.
Por mais difícil que seja para mim, e meu eu verdadeiro, dizer não, nos desdobramos e tentamos, ás vezes, fazê-lo.
Mas sabe o que me machuca ?
O que nos machuca ?
Quando pedimos ajuda e o outro, simplismente, nem tenta em ajudar.
São coisas pequenas, porque o meu orgulho me impede de pedir ajuda por qualquer coisa. O meu orgulho, por que o do meu outro ser não a impede disso, ela é fraca.
Mas quando eu esqueço esse orgulho e o que recebo é má vontade, a minha vontade passa a ser de mandar tudo ao bom inferno e dizer a pessoa, olhar no fundo de seus olhos e dizer:
- Não quer ajudar ? Não ajude. Não se importe. Mas não o faça com má vontade.
Logo depois atirar-lhe na cara e fazê-la pagar pela dor que me fez sentir.
Uma pessoa que escreve como você tem mais qualidades do que a de ajudar o próximo, mas a modéstia deve impedi-la de admitir. E mesmo que tivesse somente esta quantidade já estaria de bom tamanho, pois essa é a maior e mais bonita de todas e com certeza todos deveriam tê-la. Faz bem em admiti-la e tomar posse, ela é sua.
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